Viagem para África Subsariana: plano vacinal completo.
Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé, Quénia, Tanzânia, Zanzibar, Senegal — África Subsariana exige preparação médica séria. Consulta online por €55 com plano completo: febre amarela, malária, hepatites, meningite, raiva e tudo o que precisas saber.
Marcar consulta →O essencial
- ✓Febre amarela: obrigatória para entrada na maioria dos países (Angola, Moçambique, Quénia, Tanzânia). Certificado Internacional exigido na fronteira.
- ✓Malária: profilaxia obrigatória em praticamente toda a região — Malarone, doxiciclina ou Lariam consoante destino.
- ✓Hepatite A + tifoide + hepatite B: recomendadas para todos.
- ✓Meningite (ACWY): recomendada para Sahel africano (Senegal, Mali, Burkina, Nigéria, Etiópia).
- ✓Raiva: recomendada para viagens longas, mochileiros, contacto com animais.
Países de risco e exigências por destino
Angola e Moçambique: febre amarela obrigatória à entrada para portugueses (oficial: para quem provém de país com risco — mas a prática é exigir a todos). Malária todo o ano em todo o país. Hepatite A, hepatite B, tifoide, tétano em dia.
Cabo Verde: febre amarela recomendada (não exigida se vens directamente de Portugal). Malária presente em Santiago — profilaxia consoante zona e duração. Hepatite A e tifoide recomendadas.
São Tomé e Príncipe: febre amarela obrigatória. Malária todo o ano — profilaxia obrigatória. Hepatite A/B.
Quénia, Tanzânia, Zanzibar: febre amarela recomendada (obrigatória se vens de país de risco). Malária todo o ano excepto altitudes >2500m (Aberdares, parte de Mt. Kenya). Safari ou Zanzibar costeiro: profilaxia essencial.
Senegal, Mali, Burkina Faso: febre amarela obrigatória. Meningite ACWY recomendada (cinturão de meningite). Malária e raiva.
África do Sul, Botswana, Namibia (turismo principal): febre amarela apenas se vem de país endémico. Malária no Kruger e norte do Botswana — sim. Cidade do Cabo, Joanesburgo, Stellenbosch — não.
Malária na África Subsariana
África Subsariana tem o maior risco mundial de malária, predominantemente P. falciparum (a forma mais grave). Profilaxia é essencial — não há país nesta região onde se possa dispensar sem risco.
Opções:
• Malarone (atovaquona+proguanil) — primeira escolha para viagens curtas (1-3 semanas). Bem tolerado, toma diária 1-2 dias antes a 7 dias depois. • Doxiciclina — viagens longas, económico. Causa fotossensibilidade (importante em destino solar) e raramente esofagite. • Lariam (mefloquina) — semanal, conveniente para viagens longas. Contraindicado em depressão, ansiedade, antecedentes psiquiátricos, condução intensiva (vertigens).
O médico avalia destino, duração, perfil clínico e prescreve a opção adequada. Importante: a profilaxia reduz fortemente o risco mas não o elimina — qualquer febre nos 3 meses após regresso de África deve ser avaliada urgentemente com teste de malária.
Certificado Internacional de Vacinação (Carta Amarela)
O Certificado Internacional de Vacinação (CIV) é exigido na fronteira de Angola, Moçambique, São Tomé, Quénia, Tanzânia e vários outros países africanos. Sem ele, podes ser barrado à entrada ou submetido a vacinação no aeroporto local (não recomendado).
Em Portugal o CIV é emitido após vacinação contra febre amarela em Centro de Vacinação Internacional autorizado pela DGS (Lisboa, Porto, Faro, Coimbra). Documento oficial em formato amarelo, válido vitaliciamente desde 2016.
O médico Kliniqa indica o centro mais próximo, prescreve outras vacinas que possam ser tomadas no mesmo centro, e organiza o cronograma. Marcar pelo menos 10 dias antes da viagem (a vacina demora a fazer efeito).
Perguntas frequentes
Vou para Angola visitar família — preciso mesmo de profilaxia da malária?
Sim, sem excepção. Angola é hiperendémico para malária P. falciparum em todo o país, durante todo o ano. Mesmo locais perto de Luanda têm risco. A profilaxia (Malarone normalmente) reduz o risco em mais de 90% — não tomar é risco real de doença grave.
Voei para Cabo Verde no ano passado sem febre amarela — não houve problema. Mudou?
Cabo Verde recomenda mas não exige febre amarela para viajantes que provêm de Portugal directamente (sem escala em país de risco). Continua-se a recomendar pela presença de risco em algumas zonas, mas não te barram na entrada.
A febre amarela tem efeitos secundários graves?
A febre amarela é uma das vacinas mais antigas e estudadas — em geral muito segura. Efeitos secundários: febre baixa, mal-estar, dor no local da injecção (comuns, 5-10%). Reacções graves (encefalopatia, falência multi-orgânica) são raríssimas (<1 em 250.000 vacinas) e mais frequentes em primovacinação acima dos 60 anos. O médico avalia contraindicações antes.
Vou trabalhar em Moçambique 2 anos — que cuidados?
Para estadias prolongadas: vacinas como nacional (febre amarela, hepatites A e B completas, tifoide com reforço cada 3 anos, raiva pré-exposição em esquema completo, cólera oral se vais para zonas rurais). Profilaxia da malária para os primeiros 3 meses depois discussão sobre alternativas (uso intermitente com risco controlado vs uso contínuo). Recomendamos consulta presencial com medicina de viagem para protocolo prolongado.
O CIV em papel amarelo está a ser substituído por digital?
A OMS está a trabalhar num CIV digital mas o documento oficial actual continua a ser o papel amarelo. Guarda-o sempre na bagagem de mão quando viajas e considera tirar foto/cópia digital também.
Vou de moto pela África ocidental (Senegal, Mali, Burkina) — cuidados específicos?
Adicionar à lista habitual: vacina meningite ACWY (cinturão da meningite), raiva pré-exposição (contacto com animais), seguro de viagem com cobertura para evacuação médica (muito importante — saúde local limitada), kit antibiótico (azitromicina + ciprofloxacina). Considera também vacina cólera oral. Consulta longa recomendada — Kliniqa cobre, mas para viagens muito complexas pode beneficiar também de centro de medicina de viagem presencial.
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